04 setembro 2008

Uma verdade inconveniente

Um impressionante vídeo sobre o que teremos / seremos futuramente. Com a palavra, Al Gore.

25 setembro 2007

Ela foi.

Era possível que ela o tenha amado toda a vida, desde a infância e, naquele momento teve a certeza de que não foi em vão.

O melhor dela estava então por vir à tona. Desabrocharia como a flor e, exalaria a partir daquela noite o mais suave dos perfumes.

No peito, um coração típico adolescente que pulsava sem cessar. A inquietude a dominava. Tomou um banho de rosas e perfumou-se. A hora crucial seria a da escolha da roupa. Como todas as mulheres, ela também não tinha controle sobre isso. Duas ansiosas horas passaram-se e lá estava ela, dentro do vestido roxo – ela ficava bem de roxo, diziam os comuns.

Olhou-se mais uma vez no espelho, e foi, espalhando perfume, sorrisos e nervosismo pela cidade. No caminho relembrava de todas as vezes que o vira, do sorriso largo que raramente soltava, mas que era lindo. Lembrava também dos caminhos opostos que a vida fez com que traçassem. Perderam-se um do outro por quase 12 anos, anos estes que não sentiram passar tanto - apesar de tanto ter acontecido na vida de ambos. E agora, neste "acaso", o reencontro.

Ah, ela já o amava antes de vê-lo, quando tudo ainda eram rastros...

Saia em busca do amor, como era de costume. Só que, desta vez sentia-se confiante, seria correspondida, ela sentia. Pois bem, cruzados os olhares, ele sorriu. Ela também. E isso bastava. Quatro misericordiosas horas se passavam e, finalmente era revelado em horas, em minutos, em segundos de olhares e sorrisos, o que por anos estava guardado no peito. Confessaram tudo, tudo. Nada ficou pra depois - mesmo que os "depois" viessem, dia após dia...
O coração batia forte, as mãos tremiam, as pernas estavam bambas. Era a hora dos perfumes se cruzarem.

A certeza de que nada iria furta-los o caminho os invadia. Estavam de mãos dadas, corações dados. Entrelaçados pelos vínculos da infância bendita, de coincidências e providencias divina.

No encontro, um abraço forte e sem pressa. Olho no olho via-se que ali sim, existia um amor a mais, demais para uma existência apenas.

Ele pegou em suas mãos e proferiu o que pelo sempre ela quis ouvir: "Vamos". E ela foi, foi sem medo. Estava tão segura como nunca estivera em toda vida. Iria com ele para qualquer lugar do mundo. Nada mais importava, a não ser que estivessem juntos e, desta vez para sempre.

10 setembro 2007

Mas ah se eu pudesse sair em disparada
Acelerada. Correria até você!
Porque o dia hoje no meu ouvido cochichou
Sussurrou, tanto, que arrepiou.
Alguns pedidos fez, claro, em tom de amor
Transmito então amor, transmito
Ele pede:
Pede colo, pede beijo, pede abraço
Pede tudo meio desajeitado, desorientado
Ele pede capital, pede interior
Pede um coração, pede amor
O dia ta pedinte, cheio das vontades, cheio dos desejos, cheio do querer
Mas ah, o dia hoje fez por merecer
Custa atender?
O dia hoje? Não adianta
Só pede por você!

29 agosto 2007

E quando o dia acaba, e a ventania leva de mim o sol que, quietinho se abaixa, e sem alarde se vai..? E quando não dá pra esconder o aperto na garganta, os sobressaltos do coração, a saudade, a ausência? Não que o dia não tenha cumprido o que nos prometeu, mas é que saudade é coisa que não se explica. Longe há minutos, é como se passassem dias e dias... É a tal da emoção. Coisa estranha que não se explica, só se identifica. Como tentar explicar a acelerada do pai ao ouvir do filho o primeiro "papai"... Ou a explosão daquele gol do seu time que, há tempos não ganhava nada. Mas aquele gol, ah, aquele gol salvou a pátria, ufa! Ah, tudo bem vai, eu não entendo nada de futebol, e mal entendo o que sinto. Afirmo, no entanto que é forte, absurdamente forte! E que, com todos estes meus sintomas é sim o tal do amor que, há alguns poucos meses me invadiu – graças a Deus!
É como tentar explicar a respiração ofegante, o silêncio de um beijo, o carinho pelo olhar.
Não se explica. Experimenta-se. Sente-se.
Sente-se e sente-se!