29 agosto 2007

E quando o dia acaba, e a ventania leva de mim o sol que, quietinho se abaixa, e sem alarde se vai..? E quando não dá pra esconder o aperto na garganta, os sobressaltos do coração, a saudade, a ausência? Não que o dia não tenha cumprido o que nos prometeu, mas é que saudade é coisa que não se explica. Longe há minutos, é como se passassem dias e dias... É a tal da emoção. Coisa estranha que não se explica, só se identifica. Como tentar explicar a acelerada do pai ao ouvir do filho o primeiro "papai"... Ou a explosão daquele gol do seu time que, há tempos não ganhava nada. Mas aquele gol, ah, aquele gol salvou a pátria, ufa! Ah, tudo bem vai, eu não entendo nada de futebol, e mal entendo o que sinto. Afirmo, no entanto que é forte, absurdamente forte! E que, com todos estes meus sintomas é sim o tal do amor que, há alguns poucos meses me invadiu – graças a Deus!
É como tentar explicar a respiração ofegante, o silêncio de um beijo, o carinho pelo olhar.
Não se explica. Experimenta-se. Sente-se.
Sente-se e sente-se!

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