No dia seguinte ela chegaria mais bela. Deliciosamente mais bela.
Mas Bah! A palavra ar-re-ba-ta-do-ra combinaria com ela.
Faria ainda mais sentido.
Chegaria como quem não quer nada – e quer tudo.
Chegaria arrumada. Salto e vestido sempre a deixavam mais feminina.
No dia seguinte o perfume voltaria a ser uma das suas marcas, já que ultimamente ela não dava muita importância a nada - seu vidrinho cor-de-rosa continuava lá, guardadinho no armário, como ela agora estava: guardada, para um algo novo.
Mas no dia seguinte, ah! No dia seguinte revolucionaria.
Desta vez abusaria do tal vidrinho. Abusaria dela mesma.
No dia seguinte chegaria perfumadíssima. Uma nova fragrância, uma nova mulher.
Mas só no dia seguinte.
E os dias seguintes chegavam, passavam... e ela se deixava pra depois.
Um dia a mais, um a menos, que diferença faz?
04 julho 2007
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