Era possível que ela o tenha amado toda a vida, desde a infância e, naquele momento teve a certeza de que não foi em vão.
O melhor dela estava então por vir à tona. Desabrocharia como a flor e, exalaria a partir daquela noite o mais suave dos perfumes.
No peito, um coração típico adolescente que pulsava sem cessar. A inquietude a dominava. Tomou um banho de rosas e perfumou-se. A hora crucial seria a da escolha da roupa. Como todas as mulheres, ela também não tinha controle sobre isso. Duas ansiosas horas passaram-se e lá estava ela, dentro do vestido roxo – ela ficava bem de roxo, diziam os comuns.
Olhou-se mais uma vez no espelho, e foi, espalhando perfume, sorrisos e nervosismo pela cidade. No caminho relembrava de todas as vezes que o vira, do sorriso largo que raramente soltava, mas que era lindo. Lembrava também dos caminhos opostos que a vida fez com que traçassem. Perderam-se um do outro por quase 12 anos, anos estes que não sentiram passar tanto - apesar de tanto ter acontecido na vida de ambos. E agora, neste "acaso", o reencontro.
Ah, ela já o amava antes de vê-lo, quando tudo ainda eram rastros...
Saia em busca do amor, como era de costume. Só que, desta vez sentia-se confiante, seria correspondida, ela sentia. Pois bem, cruzados os olhares, ele sorriu. Ela também. E isso bastava. Quatro misericordiosas horas se passavam e, finalmente era revelado em horas, em minutos, em segundos de olhares e sorrisos, o que por anos estava guardado no peito. Confessaram tudo, tudo. Nada ficou pra depois - mesmo que os "depois" viessem, dia após dia...
O coração batia forte, as mãos tremiam, as pernas estavam bambas. Era a hora dos perfumes se cruzarem.
A certeza de que nada iria furta-los o caminho os invadia. Estavam de mãos dadas, corações dados. Entrelaçados pelos vínculos da infância bendita, de coincidências e providencias divina.
No encontro, um abraço forte e sem pressa. Olho no olho via-se que ali sim, existia um amor a mais, demais para uma existência apenas.
Ele pegou em suas mãos e proferiu o que pelo sempre ela quis ouvir: "Vamos". E ela foi, foi sem medo. Estava tão segura como nunca estivera em toda vida. Iria com ele para qualquer lugar do mundo. Nada mais importava, a não ser que estivessem juntos e, desta vez para sempre.
25 setembro 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
TE AMO!! QUERO ANUNCIAR ISSO SEMPRE. VAMOS, E MINHA VIDA MUDOU.
TE AMO MINHA VIDA.
Postar um comentário